sábado, 12 de fevereiro de 2011

A Vida é Feita de Escolhas - Dalcides Biscalquin (Resenha)

Leitura da Semana


A Vida é Feita de Escolhas
Dalcides Biscalquin

Li esse livro de forma relâmpago. Foi indicação de uma grande amiga, a Márcia.
É um livro de autoajuda que levanta, resumidamente, questões de diversos campos de nossas vidas (amor, família, esperança, sofrimento, morte, filhos)

O autor Dalcides Biscalquin abandonou anos dedicados ao sacerdócio e se casou com a jornalista Mariana Godoy. Ele transmite em seu livro muito amor e nos relata também algumas lições que tem aprendido durante sua vida. Para tudo, o autor nos dá uma pequena lição - um pequeno puxão de orelha.
O prefácio do livro é de Gabriel Chalita.

Em suma, o livro é sobre o poder curativo e incondicional do AMOR. Amar sem cobrar, sem esperar. fala da importância do silêncio, do se calar, do ouvir. É direto na questão do "mudar" de vida, sem medo, de fazer suas escolhas quando os resultados que você tem hoje já não forem mais o suficiente pra você. Sem medo, sem comodismo. Mas com AMOR.


Desta vez resolvi não preparar uma resenha - pois, literalmente, não dá.
Mas lá embaixo tem os "Tips Interessantes" com alguns comentários e trechos, ok?
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- O Livro

A Vida é Feita de Escolhas
Autor: Dalcides Biscalquin


Editora: Loyola
Assunto: Literatura Nacional / Autoajuda
ISBN: 8515037793
ISBN-13: 9788515037797
1ª Edição / 2010
136 Páginas



- Sinopse:

Como saber se as escolhas estão corretas ou não? O livro 'A vida é feita de escolhas' alerta para o fato de que a vida nem sempre é tão lógica e previsível. Cada um tem sua história, seus desejos, suas fragilidades, suas grandezas, seu tempo para descobertas pessoais. O autor expõe seu lado humano em uma escolha que resultou em um recomeço de vida e na qual a dor foi a sua maior escola, mas, mesmo assim, não perdeu a capacidade de ouvir, acolher, aconselhar e amar.
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- Na Aba:

"A Vida é Feita de Escolhas" é um livro que vai fazer o leitor refletir sobre a vida e suas decisões e, principalemten, sobre os motivos que o levam a seguir este ou aquele caminho.
Encarar a verdade, a própria verdade, é algo libertador. Essa é a principal descoberta em cada capítulo. Com temas atuais, abordados com sabedoria, de forma simples e carregada de emoção, Dalcides fala aos corações de modo cativante e sincero.
Quem o ouve em seus programas de rádio ou em suas palestras pelo Brasil já pode ter uma ideia do que vai encontrar. A voz grave e ao mesmo tempo suave e o estilo acolhedor trazem conselhos e palavras  de conforto para ajudar a aliviar o peso das aflições da vida moderna.
Dalcides tem uma história de vida muito intensa, cheia de estudos, reflexões e encontros pessoas enriquecedores. Seus trabalhos como professor universitário, palestrante e orientador pessoal continuam contribuindo com novas oportunidades de aprofundamento sobre as questões humanas.
Este livro nasceu do aprendizado ao longo de sua vida e das experiências decorrentes das próprias escolhas. A decisão de deixar de ser padre depois de mais de uma decada de dedicação ao sacerdócio trouxe novas descobertas e uma certeza: não há erro ou arrependimento quando se decide pelo AMOR. E é por AMOR que ele escreve.

(Mariana Godoy - Jornalista e esposa)

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- Tips Interessantes:

As doenças afetivas são perigosas porque são capazes de adoecer toda a família, os amigos, as relações.
(citação de Gabriel Chalita - prefácio - pag. 14)

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Hoje eu sei que " é preciso morrer para germinar" e que todo fim pode ser um novo começo. Afinal, a vida é feita de escolhas.
(Dalcides Biscalquin - apresentação - pag 19)
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"Gosto de pássaros que se enamoram das estrelas e caem de cansaço em busca delas. Nada de ideias ao alcance das mãos."
(Dom Helder Câmara - sobre os grandes ideais - pag 22)
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Fale boas palavras. E jamais, em momento algum, se canse de conjugar, diariamente, em todos os modos e pessoas, o verbo AMAR.
(Dalcides Biscalquin - sobre os grandes ideais- pag 23)

Essa é a palavra chave do livro: AMAR
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Sobre os amores destrutivos, Dalcides resume tudo em uma única frase:

"Amor que destrói não é amor: é covardia." (pag 29)

Nem presico comentar mais nada a este respeito...
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Sobre decisões difíceis, nossos medos de mudança são terríveis. Nos atormentam e nos impedem de progredir. Nesse ponto tem outra colocação do autor que marquei:

"O que nos causa medo nem sempre é a realidade, mas a escuridão de algumas noites. Aquela situação que você não consegue olhar e ver com clareza". (pag 38)

Temos medo do "não óbvio", "das suspresas", "do desconhecido"...
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Quando fala sobre o tempo, as mentiras e a verdade, ele cita:

"Não se preocupe, a vida se encarregará de mostrar a verdade, o tempo se encarregará de fazer justiça." (pag 47)

E depois fecha:

"As vezes é melhor não dizer nada. O inferior reage, o superior cala."
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Uma coisa que muita gente não tem é a capacidade de ouvir. Andamos tão perdidos com nossos próprios problemas, angústias e decepções que muito falamos e mal ouvimos. De novo o autor fala do dom do silêncio, da arte de amar e da capacidade de ouvir:

"Às vezes é preciso se distanciar de um problema, refugiando-se no silêncio, para poder ver com mais clareza a solução ou, por que não dizer, as múltiplas possibilidades de solução." (pag 54)
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Outro assunto abordado de forma sutil é sobre a fé e religiões:

"Tenho visto muitas pessoas querendocolocar este ou aquele indivíduo no inferno, como se já estivessem de posse de um bilhete premiado que lhes desse acesso ao paraíso." (pag 58)

Ao meu ver: ninguém deve julgar para não ser julgado. Só Deus pode nos julgar! Respeite seu semelhante.
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Uma das partes mais interessantes que achei é sobre o "querer é poder". Nem sempre...

"Querer é poder desde que o que você quer dependa única e exclusivamente de você. Quem quer pode. Mas nem sempre quem quer tem." (pag 62)

Bela colocação! Tudo o que depende unicamente de você pode dar certo. Mas tudo o que você quer e depende do outro, bom, não exija: há uma grande chance de você não conseguir.
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A primeira abordagem do livro sobre a perda se dá em "chegadas e partidas". Tome nota desta lição:

"Faça agora o que deve ser feito, agora. A vidanão espera. E nem sempre há tempo." (pag 67)

Isso mesmo: o tempo é curto. Ame agora, faça agora, e não mais tarde. O tempo nunca é o suficiente...
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Amar por si só já conduz a outro capítulo deste livro: a felicidade.

"Felicidade não é meta: é consequencia. É a coleção de ações plantadas ao longo do tempo. (pag 81)
"Nem sempre a felicidade está naquilo que é previsível. Muitas vezes ela está na maneira como enxergamos a realidade." (pag 83)
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Já mais adiante, voltamos a nos deparar com o tema "perdas e ganhos". quem sabe assim paramos pra pensar e dar valor ao que temos...

"Nem sempre teremos resposta de pronto. Porém, quando tivermos dúvida, bastará nos basear na certeza de que devemos ir até onde o resultado só dependa de nós." (pag 95)

Mais uma vez o autor fala de perdas e linca com a questão do "querer é poder": "irmos até onde dependa de nós."

E mais:

"Há quem passe a vida tentando mudar aqueles com quem convive. Escolha entre ficar com eles ou não. "(pag 96)

Aquele relacionamento seu está se prolongando mais do que devia? Não há amor e sim só ausência? Você espera o outro mudar? Tentou mudá-lo? Cansou? Pois é: escolha se quer permanecer nesse círculo vicioso. E isso não se aplica só a relacionamentos - mas também à trabalho, rotina, vida social.
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E quando Dalcides fala sobre "a dor", mais uma vez nos remetemos à questões sobre o Amor e a Perda:

"Meu pai é uma prova de que mesmo que a vida diga"não", mesmo que a vida "fehce" as portas, a melhor resposta é continuar a amar, a fazer o bem e a lutar." (pag 104)

Isso sim é que é uma pessoa de garra, com amor no coração e em sua vida! E nessa vale a citação feita à Drummond:

"A dor é inveitável. O sofrimento é opcional." (pag 106)
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E a máxima sobre o Amor nos conselhos e decisões:

"Quem diz que o ama não deve lhe dizer o que fazer, mas sim apoia-lo naquilo que faz. Amor é acima de tudo respeitar o outro nas suas decisões e escolhas." (pag 117)
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"Não tente conseguir de outra maneira o que não conseguir por amor." (Francisco de Sales, educador do século XVI - citação - pag 119)
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Sobrou até para os relacionamentos com os filhos, muito bem colocado:

"Porém, nunca faça uma ameaça se você verdadeiramente não estiver disposto a aplicá-la." (pag 125)

Falamos de disciplina e respeito. Falamos da autoridade dos pais para que possam construir positivamente a personalidade de seus filhos.
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E , por fim,  um citação de amor perante à perda:

"Não morremos nunca quando ficamos eternizados no coração daqueles que amamos." (pag 131)

E assim o livro se fecha com chave de ouro. Com AMOR.

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- Meus Comentários:


Confesso que esse tipo de leitura não é lá "a minha praia", mas o livro é interessante.
Já li muita coisa de "Osho" (cuja filosofia eu me identifico mais), mas vale dar uma conferida nas questões que Dalcides Biscalquin levanta. Up!

Minha nota: 6



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2 comentários:

Vinicius disse...

Ola.. Recentemente tive a noticia de minha ex namorada está lendo esse livro. Estamos num processo de perdas, conlflitos, inseguranças. Espero que nos ajudem na melhor escolha para nossas vidas!

Jacqueline disse...

Parabéns pelo post eu fiquei com bastante vontade de ler o livro!