sábado, 8 de setembro de 2012

O Perfume da Rosa (Irmãs Stanford - Vol. 1) - Haydee Victorette

Leitura da Semana



O Perfume da Rosa
Irmãs Stanford - Vol. 1
Autora: Haydee Victorette


Livro nacional com carinha de romance de banca - uma mistura de Candace Camp com Lori Foster ;-) Uma gracinha!  
Minha primeira impressão quando adquiri este livro foi de que se tratava de alguma autora estrangeira, e já que era romance histórico (que eu amoooo!), peguei sem pestanejar. Só depois foi que descobri que a autora Haydee Victorette era brasileiríssima! ;-)
E pelo jeito, “O Perfume da Rosa” abre precedente para um próximo romance só que agora com a história da irmã da heroína deste livro. Que venha a continuação! #amoisso

“Os segredos não podem ser guardados tão profundamente que nunca possam ser desenterrados... Às vezes, eles voltam para cobrar o seu preço.”
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- O Livro:


Irmãs Stanford - o Perfume da Rosa
Autora: Haydee Victorette


Editora: Novo Século
Assunto: Literatura Brasileira / Romance Histórico
ISBN: 9788576795322
Reduzido: 3655084
1a Edição / 2011



- Sinopse:


Londres, século XIX.

Duas órfãs, Elizabeth e Samatha, aos cuidados de uma duquesa autoritária.
Arthur, um duque libertino, encarregado de apresentar Elizabeth à sociedade e um assassino cruel à espreita...
Mulheres relacionadas ao Duque de Devonshire são cruelmente apunhaladas até a morte e uma rosa é deixada sobre os corpos.
Em meio ao pânico crescente, em um jogo de perseguição aos assassino, nasce um amor tempestuoso e irresistível.

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- Na Aba:


A Mansão imersa, em silêncio,provocou-lhe calafrios. Logo que saiu ao corredor, arrependeu-se da sugestão. Porém, devido ao entusiasmo da irmã, não poderia voltar atrás. Tentou não pensar na escuridão, segurou a vela à  frente e se forçou a caminhar em direção à cozinha. A luz bruxuleante da vela refletia nos objetos, e sombras fantasmagóricas se formavam nas paredes.
Atenta ao menor ruído, Elizabeth ouvia os próprios passos abafados pelo denso tapete que revestia o corredor. Ao descer as escadas, ouviu um barulho atrás dela. Virou-se de supetão e quase apagou a vela. Mas não encontrou nionguém.
Terminou de preparar o chocolate, colocou as xícaras na bandeja e saiu apressada da cozinha. Estacou ao sentir aquele perfume. Em sua mão, a bandeja e a vela tremeram. O perfume de rosas se tornou mais forte, um suor frio se formou em sua testa. Saia daqui! – obrigou-se a sair do lugar.
As pernas obedeceram, subiu as escadas às pressas, as xícaras tiritaram na bandeja, e a vela ameaçou apagar. Por favor, não apague - suplicou.
Ela ouviu passos cada vez mais próximos, o pânico ameaçou envolvê-la. O coração se acelerou e, quando a sombra se formou na parede, um grito escapou e a bandeja caiu no chão...
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- Uma Rosa Com Amor? Acho que neste caso não...


Neste romance brasileiríssimo, passado na Londres do século XIX (amo!!!), encontramos um equilíbrio perfeito de romance, suspense e policial. Os personagens principais têm gênio forte e são capazes de, literalmente, parar o trânsito, os melhor, as carruagens de seu tempo! rsrsrs
 

- Creio que ela não consiga ficar longe de mim  - disse Arthur, que ainda a segurava pela cintura. – Parece quase natural cair em meus braços.
Elizabeth bateu o leque no ombro dele.
- Creio que esteja enganado. Tire as mãos de mim. Agora.
 (Arthur e Elizabeth - pag. 107)


A Condessa Elizabeth Stanford, uma jovem determina de espírito livre, e sua irmã mais nova, Samantha, veem-se repentinamente órfãs e desamparadas. Como alguns de vocês devem saber, naquele tempo a mulher não tinha nenhum poder sobre seu destino, sua vida e nem direito à herança se não fosse casada. A fofoca corria solta nos salões de baile e preservar o respeito e manter a honra perante a cruel  sociedade daquela época era como estar sempre pisando em ovos. Para jogar seu nome (e futuro) na lama bastava apenas um mísero passo em falso...

Desamparadas, as irmãs Stanford dependiam unicamente da hospitalidade e generosidade  da poderosa Duquesa Ruth que fora tutora da mãe delas. As determinadas irmãs Stanford logo conquistam a estima da dura Condessa, o carinho dos empregados da mansão e Elizabeth consegue chamar a atenção do jovem e sedutor Arthur, sobrinho de Ruth e Duque de Devonshire.

 Mas a reputação delas está por um fio: Arthur é um libertino descaradamente desejado pelas mulheres e fora encarregado pela tia de introduzir a determinada Elizabeth à sociedade Londrina. E ela está morando embaixo do mesmo teto desse libertino!!! Nada bom... tsic tsic...

Além disso, assassinatos de belas mulheres começam a acontecer e tudo parece levar ao charmoso Duque de Devonshire. Até mesmo a própria Elizabeth está na mira do misterioso assassino. 

Mas havia uma coisa ainda pior para Elizabeth: ter se apaixonado pelo devasso Arthur. E parece que ele também não estava imune a seus encantos...


Arthur tomou o restante do conhaque, encaminhou-se à mesinha e serviu-se de outra dose. Pensamentos sombrios o atormentavam. Quem poderia ter tentado matar a sua Elizabeth? E desde quando ela se tornara sua?
(Arthur – pag 67)



E os dois viviam se alfinetando pelos cantos da Mansão do Conde...


- Uma dama não pode saber tanto a respeito de cavalos e montaria quanto um cavalheiro. – disse Arthur, prepotente.
- Pois ouso dizer que poderia dar aula a Vossa Alteza, se assim o desejar – lançou-lhe um olhar gélido.
- Vejo que a tigresa tem garras afiadas, querida tia – disse irônico. – Nada que não possa ser resolvido, é claro. Todas viram uma gatinha de estimação se tratadas de forma adequada.
(Elizabeth e Arthur – pag. 35)


 E mais alfinetadas regadas à ciúmes enrustidos...

- Do que se trata esta multidão na sala de visitas? São os admiradores ansiosos por vê-la? – Arthur parou na soleira da porta. – Consegui ouvir a algazarra do meu escritório. Será que não poderei trabalhar em paz? – continuou irritado.
- Trabalhar? – Elizabeth se surpreendeu.
- Sim. Trabalhar. Qual a surpresa? –rebateu com a sobrancelha arqueada.
- Nobres não trabalham – ela o encarou. – Todos sabem disso.                                                 (Arthur e Elizabeth – pag 89)


E algumas coisitas a mais...

- Hora de reivindicar meu prêmio – ele disse com a voz rouca.
- Que prêmio? – gaguejou Elizabeth.
- Quem ganhasse escolheria o prêmio, conforme o combinado. O meu já foi escolhido... – apertou a cintura delgada com uma mão e com a outra segurou a nuca dela.
Elizabeth não teve tempo, nem força para reagir no instante em que os lábios foram tomados pelo beijo arrasador.
(Arthur e Elizabeth – pag. 39)


O fim do livro abre precedente para uma continuação contando a história de Samantha, a irmã mais nova de Elizabeth (e muito mais "faceira", digamos de passagem...) #paranossaalegria

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- Os Personagens e seu Tempo:

Elizabeth é forte, determinada, auto-suficiente, xereta e tem uma língua bem afiada para seu tempo. E dá um verdadeiro “Olé” em Arthur por diversas vezes. 
Já Arthur, bom, como qualquer mocinho que se prese, é charmoso, rico, provocante, depravado e mandão. Quer química melhor juntando esses dois??? Já dá pra imaginar onde isso vai parar, não é mesmo?


- Ele pode ser encantador, mas não faz o seu coração disparar...
- Vossa Alteza não me afeta!
Arthur pareceu não ouvir. Devagar, levou a mão à nuca de Elizabeth e aproximou os lábios dos dela.
- Ele não faz suas mãos suarem e as pernas tremerem...
- Nem você – sussurrou.
- Então prove – ele desafiou.
Elizabeth tentou virar o rosto antes que os lábios de Arthur tocassem os dela, mas ele a impediu ao segurar-lhe o rosto. Ela comprimiu os lábios, tentou resistir. Nesse momento, Arthur aproximou o corpo, e ela soube que a batalha estava perdida.
(Arthur e Elizabeth – pag 95)
 #adoroatitude

A melhor parte? Quando Arthur descobre que Elizabeth o seguiu e deu uma de "Sherloka Holmes" (isso mesmo, "Sherloka" porque - além de se meter onde não devia - a louca punha sempre sua vida e reputação em perigo...). Até Arthur descobrir e, bem, quase derrubar a mansão toda!!! rsrs

Eis um trechinho enlouquecedor - particularmente adoro esse tipo de "caos"... rsrsrs


Ele a observava atento. Aquele pensamento incômodo o atormentava. Elizabeth levou o pedaço de pão com geleia aos lábios, e os olhos de ambos se encontraram pela primeira vez naquela manhã. E, então, tudo fez sentido, a expressão de Arthur se tornou soturna. Ele levantou brusco, e a cadeira foi ao chão. Aterrorizada, Elizabeth parou. (...) As mãos tremeram, quando ele espalmou as duas mãos na mesa e a encarou furioso.
- Elizabeth! – chamou entre os dentes.
Ela engoliu em seco.
- Creio que tenha explicações a dar, não é mesmo? Aguardarei na biblioteca – disse ríspido, em seguida saiu.
(Arthur e Elizabeth – pag 142)
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- Devaneios de uma Bookaholic
 
Elizabeth Stanford me lembrou muito Elizabeth Bennett - "Orgulho e Preconceito" de Jane Austen. Por que será???? Boca dura, determinada e nada submissa. Esta passagem me lembra algo... um tal de Mr. Darcy, talvez... mas com mais atitute!  #amoisso


- Apesar de lisonjeada pelo pedido, sinto-me obrigada a recusá-lo! Creio que Vossa Alteza seja o último homem com quem me casaria – virou as costas.
Arthur agarrou o braço de Elizabeth, puxando-a de encontro ao corpo dele. Levantou seu queixo, encarando-a.
-Creio que poderei ser o último homem que a pedirá em casamento. E será obrigada a aceitar.
(Arthur e Elizabeth – pag 146)
 

Bom, como eu disse antes, este romance histórico segue no mesmo estilo dos romances de banca de autoras já consagradas.  Leitura gostosíssima e fluída. E eu agradeço a diagramação com letras grandonas! #paranossaalegria

Para mim, o final já era o esperado. Romace morninho. O que mais adorei é que os capítulos são curtinhos e não tem enrolação. Vale conferir esta obra nacional, ok ;-)

Minha nota: 7
Sem ressaca literária desta vez...
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- Minha Trilha Sonora para o Duque de Devonshire e a Condessa de Stanford


Nada melhor do que um dos temas de "Pride e Prejudice"... #amomuito

video

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Haydée Victorette

- A Autora:


Haydée Victorette, em Julho de 2012, com o amigo Oberdan F. C. Lira fundou o clube “Café Literário”que deu origem ao seu primeiro romance. Nasceu em Cuiabá-MT, porém atualmente mora em Campo Grande-MS com o marido e seu cachorro da raça pug. No momento se dedica a escrever o próximo romance.
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2 comentários:

Cristian disse...

Eu sou apaixonado por livros! Estou lendo um chamado Meu último Amor, é sobre um casal de idosos que decidem conquistar a cada dia como se fosse a primeira vez. Um dia, ela usa um
perfume sedutor, o mesmo que ela usou quando a conheceu. É um momento muito emocionante

priscila disse...

Recomendo a leitura, achei interessante a mistura de romance histórico com suspense ! Uma leitura gostosa e o livro é bem objetivo ! Recomendo , adorei !