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25 de julho de 2015

Senhora - José de Alencar

Lembranças da Infância - Clássicos da Literatura


No post da semana passada falei do primeiro livro que li e que me apaixonei: O Balão Amarelo. Hoje vou falar do primeiro clássico da literatura nacional que me encantou: Senhora, de José de Alencar.  (tá certo... tem gente que odeia essa obra, a acha superficial etc e tal rsrs). Outra vez tenho que confessar que tive que ler Senhora por obrigação: foi matéria de prova e, anos mais tarde, de vestibular. Não teve jeito, não consegui escapar rsrsrs

E aí, conta pra mim qual o seu clássico nacional preferido!

Agora vocês vão me crucificar: é um dos poucos clássicos o qual realmente gosto. Sério, li vários (de Machado de Assis à Nelson Rodrigues, de Raul Pompeía (cruz credo!) à Bernardo Guimarães...) mas todos eles sempre foram o tipo de leitura empurrada "guela abaixo". #ProntoFalei
Mas não me crucifiquem! Eu gosto de clássicos. Os do tipo "literatura inglesa" ;-) 

Semana que vem vou falar do clássico de uma certa inglesinha...



Senhora
José de Alencar

O dinheiro é capaz de acabar com uma paixão? Esse é o tema da história de encontros e desencontros entre Aurélia e Fernando. Romance de costumes que reflete a decadência de valores do Segundo Império, Senhora representa o ponto mais alto da ficção urbana de José de Alencar.Um dos maiores autores do romantismo brasileiro, retrata neste livro a burguesia e seu temas voltados para o público feminino. O dinheiro é sempre um fator que aproxima ou afasta temporariamente os casais. Orgulho, ciúme e paixões bruscas movem os corações de seus personagens. A mulher, sempre bela e frágeil, sabe lutar pelo amor que escolhem até o final. Romance de paixão, amor, ódio, vingança e perdão.

“Senhora” é uma obra diferente de seu tempo, já que não é conduzido de um ponto de vista masculino, mas sim por uma mulher que traz para si a qualidade de sujeito da história. O tema central desse romance é o casamento por interesse, que José de Alencar transforma em uma espécie de transação comercial ao dividir a obra em quatro partes com nomes bem sugestivos: O Preço, Quitação, Posse e Resgate. Romance romântico com toques de realismo há em “Senhora”, por meio de sua personagem principal, uma critica sobre o modo como o dinheiro importava na sociedade da época. Seu autor procurou mostrar como a riqueza içava as pessoas por entre a alta sociedade, e como a falta de dinheiro as depreciava, como mostra ao relatar a vida de Aurélia, que vai do começo pobre à ascendência após receber a herança de seu avô.
'Há anos raiou no céu fluminense uma nova estrela. Desde o momento de sua ascensão ninguém lhe disputou o cetro; foi proclamada a rainha dos salões. Tornou-se deusa dos bailes; a musa dos poetas e o ídolo dos noivos em disponibilidade. Era rica e famosa. Duas opulências, que se realçavam como a flor em vaso de alabastro; dois esplendores que se refletem, como o raio de sol no prisma do diamante. Quem não se recorda de Aurélia Camargo?'
 


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Dos Livros pras Telas



Em 2005, três obras de José de Alencar (Senhora, Diva e Lucíola) deram origem à novela Essas Mulheres. Adaptada por Marcílio Moraes e Rosane Lima, a novela foi transmitida pela Rede Record. Os personagens Aurélia Camargo e Fernando Seixas foram interpretados pelos atores Christine Fernandes e Gabriel Braga Nunes. Eu assisti todos os capítulos! Linda linda linda!





Segue um link no YouTube para o filme completo de Senhora, versão de 1976.


Filme Senhora (1976) - clique aqui


E não para por aí! Outros clássicos da literatura brasileira também ganharam sua versão televisiva. Deixo abaixo alguns links para vocês se divertirem ;-)

Saiba mais sobre as adaptações de Senhora para a TV - clique aqui

Obras literárias que foram adaptadas para a TV - clique aqui

Senhora no Memorial da Globo - clique aqui





18 de julho de 2015

O Balão Amarelo - Lucília J. de Almeida Prado

Lembranças de infância - Li e Indico

Umas das leituras que mais me marcou quando eu era pequena foi a de O Balão Amarelo, de Lucília J. de Almeida Prado. Foi um dos poucos livros que, na tenra idade, consegui gostar. 
Claro que também passei pela fase da série Vaga-Lume (quem aí não leu ou ouviu falar de Um Cadáver Ouve Rádio ou O Escaravelho do Diabo, hein?). Mas tenho que confessar que na época eu não gostava de ler - principalmente porque a leitura era "imposta" pelos professores. Era "obrigação" e não "prazer". Você não podia escolher. Tinha que ler e pronto!

Felizmente, depois de O Balão Amarelo descobri um novo mundo... e hoje não passo um dia sequer sem um livro nas mãos!

E você, qual livro marcou sua infância? 

Na semana que vem conto qual foi o clássico da literatura que me arrastou para o universo literário ;-)




O Balão Amarelo
Lucília J. de Almeida Prado
Planeta do Brasil (2003) / Brasiliense (1983)
ISBN-13: 9788574797038
199 páginas

 Para a criatividade sem barreiras de Lucília tudo é possível. Até mesmo uma aventura em que 2 jovens, entediados durante um período de férias sem nada para fazer, resolvem construir um balão cheio de gás, daqueles que Santos Dumont construía há 100 anos! Fazem essa proposta maluca para a avó, uma senhora de 60 anos de vida mais ainda jovem de espírito. Bom, seria apenas uma experiência sem risco nenhum... Eles fariam um balão de seda, amarrariam um cesto de vime por baixo e fariam com que alguns gatos fossem transportados pelo céu. 
Mas, enquanto preparavam a experiência, inspecionando o cesto de vime, as cordas que prendiam o balão a terra se soltam e ... e os 4 são levados para cima, sem rumo, na direção da selva! E acabam envolvendo-se numa guerra entre 2 bandos de cangaceiros, enfrentam cobras venenosas, onças ferozes e... É impossível antecipar. Só lendo mesmo!


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