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28 de agosto de 2015

Desafogando sentimentos, Afogando palavras - Janaína Alves


A Talentos da Literatura Brasileira, selo da Novo Século, acaba de lançar Desafogando sentimentos, afogando palavras, primeiro livro de Janaína Alves. É um compilado de textos em forma de prosa poética que leva o leitor à "desafogar-se" de si mesmo a cada virar de página. Confira!


Desafogando sentimentos, Afogando palavras
Janaína Alves
Talentos da Literatura Brasileira
ISBN-13: 9788542804560
2015
144 páginas

A arte de escrever, ou “expelir palavras” exige cautela. As palavras podem, em vez de seguir seu percurso natural, subir ao estômago, até mesmo a garganta e nos engasgar, pois quando presas sufocam, afogam. Contudo, as palavras, quando soltas, podem nos proteger das angústias e nos fazer voar. E depois disso, elas não têm volta. 
Desafogando sentimentos, afogando palavras, é um bem elaborado compilado de textos em formato de prosa poética. Um libertar-se de si, das mágoas, para preencher os vazios, e, com isso, viver uma vida mais leve.
A autora Janaína Alves

12 de junho de 2014

O Homem e A Mulher - Victor Hugo


O Homem e A Mulher
Victor Hugo

O homem é a mais elevada das criaturas;
A mulher é o mais sublime dos ideais.
O homem é o cérebro;
A mulher é o coração.
O cérebro fabrica a luz;
O coração, o AMOR.
A luz fecunda, o amor ressuscita.
O homem é forte pela razão;
A mulher é invencível pelas lágrimas.
A razão convence, as lágrimas comovem.
O homem é capaz de todos os heroísmos;
A mulher, de todos os martírios.
O heroísmo enobrece, o martírio sublima.
O homem é um código;
A mulher é um evangelho.
O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.
O homem é um templo; a mulher é o sacrário.
Ante o templo nos descobrimos;
Ante o sacrário nos ajoelhamos.
O homem pensa; a mulher sonha.
Pensar é ter , no crânio, uma larva;
Sonhar é ter , na fronte, uma auréola.
O homem é um oceano; a mulher é um lago.
O oceano tem a pérola que adorna;
O lago, a poesia que deslumbra.
O homem é a águia que voa;
A mulher é o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço;
Cantar é conquistar a alma.
Enfim, o homem está colocado onde termina a terra;
A mulher, onde começa o céu.

28 de maio de 2010

Poesia de Florbela Espanca (Volume 2) - Florbela Espanca

Poesia de Florbela Espanca
Volume 2
Autora: Florbela Espanca


Editora: L & PM
Assunto: Poesia
ISBN: 8525412058
1ª. Edição / 2002
153 Páginas






- Sinopse:

Florbela Espanca (1894-1930) tem sido considerada, com muita justiça, a figura feminina mais importante da literatura portuguesa em todos os tempos.
Sua poesia, mais significativa que seus contos e produto de uma sensibilidade exacerbada por fortes impulsos eróticos, corresponde a um verdadeiro e ousado diário íntimo, cuja temperatura de confidência só encontra semelhança nas Cartas portuguesas de Mariana Alcoforado.







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- Um Pouco da Poesia de Florbela Espanca:

Súplica


Olha pra mim, amor, olha pra mim;
Meus olhos andam doidos por te olhar!
Cega-me com o brilho de teus olhos
Que cega ando eu há muito por te amar.


O meu colo é arrninho imaculado
Duma brancura casta que entontece;
Tua linda cabeça loira e bela
Deita em meu colo, deita e adormece!


Tenho um manto real de negras trevas
Feito de fios brilhantes d'astros belos
Pisa o manto real de negras trevas
Faz alcatifa, oh faz, de meus cabelos!


Os meus braços são brancos como o linho
Quando os cerro de leve, docemente...
Oh! Deixa-me prender-te e enlear-te
Nessa cadeia assim eternamente! ...


Vem para mim,amor...Ai não desprezes
A minha adoração de escrava louca!
Só te peço que deixes exalar
Meu último suspiro na tua boca!...

8 de maio de 2010

Trocando Olhares - Florbela Espanca

Leitura da Semana


Sempre fui fascinada pelos poemas de Florbela Espanca. Desta vez criei coragem e comprei um livrinho da Martin Claret chamado "Trocando Olhares". É uma compilação de manuscritos do qual fazem parte 88 poemas e 3 contos, cujo direito de publicação foi comprado por Rui Guedes, um empresários português que também publicou outras obras e fotos do acervo de Florbela.

"O artista não cria como vive, mas vive como cria."
Gaston Bachelard
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Trocando Olhares
Autora: Florbela Espanca


Editora: Martin Claret
Assunto: Literatura Estrangeira - Poemas
ISBN: 8572327665
ISBN-13: 9788572327664
1ª Edição - 2009
152 Páginas


- Sinopse

Florbela tinha a consciência de quais temáticas se adequavam aos livros que queria publicar.
'Trocando Olhares' (1985) foi essencial para que ela repensasse até o seu fazer poético, e é importante conhecermos esse manuscrito que serve como as colunas sobre as quais se ergueram suas obras.
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- A Autora:

Florbela D´Alma da Conceição Espanca nasceu em 1894 na Vila Viçosa em Portugal. Era uma época em que a condição das mulheres era submeter-se aos homens. Nasceu de uma relacionamento clandestino entre João Maria Espanca (seu pai) e Antonia da Conceição Lobo (sua mãe). Seu pai era um homem casado e de posses, cuja esposa sabia da amante. Sua mãe Antonia fora abandonada por seus pais ainda criança, sendo criada por uma mulher que trabalhava nos correios. Anotnia levava uma vida desregrada e teve outro filho com João, chamado Apeles Espanca, que foi um irmão muito querido por Florbela.
Após a morte de sua mãe natural, Florbela e Apeles foram morar com seu pai e sua madrasta.
Florbela vai estudar no Liceu André Gouveia, em Évora, para onde sua família tinha mudado. Em 8 de Dezembro de 1913, exatamente no dia de seu aniversário, Florbela casou-se com seu primeiro namorado, Alberto Moutinho. Mudaram-se para Redondo e Florbela passou a se corresponder com a direora de "O Século" que ao ler os manuscritos de Florbela pensou que eram plágios. Florbela vai estudar Direito em Lisboa, a contra-gosto do marido. Com o relacionamento desgastado e encantada por Lisboa, Florbela decide ficar na cidade e conhece o alferes da artilharia, Antonio Guimarães por quem se apaixona.
Divorcia-se em 30 de Abril de 1921 e casa-se com Antonio Guimarães em 29 de Junho de 1921. Em 1923 é publicada a obra "Livro de Sóror Saudade" no qual as temáticas amorosas começam a se destacar.
Como Antonio é um homem habituado à disciplina militar, seu relacionamento com Florbela começa a desgastar-se. Sua personalidade violenta e rude mostra sua pouca capacidade de compreender a sensibilidade de Florbela, uma mulher que estava a frente de seu tempo. A vida de Florbela transforma-se num pesadelo e sua saúde fica debilitada.
É nesse momento em que conhece o Dr. Mário lage, médico que acompanhou seu tratamento. Após recuperar-se, em 23 de unho de 1925 Florbela divorcia-se alegando maus-tratos do marido. Esse segundo casamento desfeito abala o relacionamento de Florbela com sua família, especialmente com seu pai e o seu irmão.
Mário Lage assume seu amor pela poetisa e casa-se com ela em 29 de Outubro de 1925. Ambos mudam-se para Matosinhos.
Com a morte de seu imrão em 1927. Florbela fica novamente doente e começa a escrever uma obra narrativa, "As Máscaras do Destino", em homenagem à Apeles Espanca. Desiludida com seu casamento e debilitada com a morte de seu irmão Apeles, Florbela ingere uma quantidade excessiva de Veronal (um sonífero extremamente forte e nocivo para doentes pulmonares e cardíacos) e se suicida em 8 de Dezembro de 1930, exatamente no dia de seu aniverário de 36 anos.

"O amor é trágico na vida de Florbela Espanca."

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- Obras Publicadas:

Livro de Mágoas (1919)
Livro de Sóror Saudade (1923)
Charneca em Flor (1931 - póstumo)
Juvenília (1931 - poesias inéditas e estudo crítico)
Reliquiae (1931 - sonetos)
As Máscaras do Destino (1931)
O Dominó Preto (1982)
Diário do Último Ano (1981)
Trocando Olhares
Obras Completas de Florbela Espanca
Fotobiografia
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- Trechos de Poemas Interessantes:


Desdém

Andas dum lado pro outro
Pela rua passeando;
Finges que não queres ver
Mas sempre me vais olhando.

É um olhar fugidio,
Olhar que dura um instante,
Mas deixa um rasto de estrelas
O doce olhar saltitante…

É esse rasto bendito
Que atraiçoa o teu olhar,
Pois é tão leve e fugaz
Que eu nem o sinto passar!

Quem tem uns olhos assim
E quer fingir o desdém,
Não pode nem um instante
Olhar os olhos d’alguém…

Por isso vai caminhando…
E se queres a muita gente
Demonstrar que me desprezas
Olha os meus olhos de frente!…
___

As Quadras Dele (II)

...
Eu sei que me tens amor,
Bem o leio no teu olhar,
O amor quando é sentido
Não se pode disfarçar.
...
Os olhos são indiscretos;
Revelam tudo que sentem,
Podem mentir os teus lábios,
Os olhos, esses, não mentem.
___
As Quadras (I)
...
Por uma que te despreza,
Teu coração endoidece;
E a pobre que te quer bem
Só teus desprezos merece!
...

Levanta os olhos do chão,
Olha de frente pra mim
Fingindo tanto desprezo,
Que podes ganhar assim?
___

As Quadras Dele (III)

...
Quem me dera um coração
Que por mim bata somente.
Dai-me senhor essa esmola, Senhor,
Para que eu morra contente.
...
___

Cemitério

...
"Eu era infeliz na terra,
Ninguém me compreendia,
Quando a minh ´alma chorava
Todos pensavam que eu ria..."
...
___

As Quadras Dele (IV)

...
Abaixo sempre os meus olhos
Quando encontro o teu olhar;
De ver o sol de frente
Ninguém se pode gabar!
...
___

30 de abril de 2010

Poema: Florbela Espanca


O meu mundo não é como o dos outros, 
quero demais, exijo demais; 
Há em mim uma sede de infinito, 
uma angústia constante que eu nem mesma compreendo,
pois estou longe de ser uma pessoa; 
Sou antes uma exaltada, 
com uma alma intensa, violenta, atormentada, 
uma alma que não se sente bem onde está, 
que tem saudade… sei lá de quê!

Florbela Espanca

23 de abril de 2010

Poema: Cecília Meireles


Cecília Meireles
Poesia Completa (1959)

Sonhei um sonho
e lembrei-me do sonho
e esqueci-me do sonho
e sonhei que procurava
em sonho aquele sonho
e pergunto se a vida
não é um sonho que procurava um sonho.




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