quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Série: A Mediadora - Assombrado (vol 5) - Meg Cabot

E agora o penúltimo livro da série "A Mediadora" de Meg Cabot.

Capa sinistra... mas fofa!!!



Assombrado
Haunted
Volume 5

Série: A Mediadora

Autora: Meg Cabot


Editora: Galera Record

I.S.B.N.: 8501068381
Cód. Barras: 9788501068385
Tradutor : Alves Calado
1ª. Edição / 2006
240 Páginas



- Sinopse:

Suzannah passou o último verão no Pebble Beach Hotel and Golf Resort. Não, ela não estava hospedada com os ricaços. Em vez disso, tomava conta dos filhos deles.
E foi assim que ela conheceu Paul Slater: Suzannah era a babá do irmãozinho dele, Jack, e Paul acabou se encantando por ela.
Mas é claro que quando um garoto bonitão se interessa por ela as coisas não podem simplesmente dar certo. Ela está de volta às aulas, ansiosa por retomar a rotina, quando ouve uma voz familiar atrás dela. Paul está de volta a Carmel, e dessa vez para ficar. Ele é o novo - e já popular - aluno da Academia da Missão Junipero Serra. Paul faz de tudo para convencer Suzannah a vê-lo, mas Suzannah continua apaixonada pelo fantasma Jesse, e parece estar sendo correspondida.


__________


Agora sim a coisa fica feia: Paul volta disposto a conquistar Suzannah, a qualquer preço! E Suzannah cede aos caprichos de Paul para evitar que ele "exorcize" Jesse de vez. Só que Suzannah não contava que Jesse fosse descobrir que Paul tinha voltado... Bem que ela tentou poupá-lo dos "detalhes" dessa volta, evitando que Jesse o confrontasse e que alguém pudesse se ferir (ou morrer!) mas foi impossível e... pancadaria de novo!
Esse triângulo que se cuide!!!

Neste livro, parece que Suzannah e Jesse não tem paz. Para piorar, Suzannah tem que aturar seus "irmãos mais velhos" que decididamente implicam com ela mais do que nunca. E fora que o comportamento rebelde e "esquisito" de Suzannah começa a levantar suspeitas até que... bom, leia o livro.

Dessa vez, Jesse põe para fora todo seu ciúmes e ira. Paul que se cuide! Acima está a capa antiga e ao lado a capa em inglês.
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Trechos interessantes:

Quero dizer, uma garota tem que ter princípios...

Como o de se guardar para o cara de quem ela gosta de verdade, mesmo que por acaso ele seja estúpido demais para perceber que os dois são perfeitos um para o outro.

Assim, mesmo que o beijo de Paul tivesse feito com que eu sentisse vontade de passar o braço pelo seu pescoço e beijá-lo de volta – o que, no calor do momento, eu posso ter feito ou não – isso teria sido errado, errado, ERRADO.

(Suzannah – pag 116)

- Acho que está na hora de um pouco de leitura em voz alta. – disse Jesse abrindo o livro que o padre Dom tinha emprestado.

- Não – gemi – “Teoria crítica de Platão”, não. Por favor, eu imploro. Não é justo. Eu nem posso fugir para longe.

- Eu sei – disse Jesse com um brilho nos olhos – Finalmente eu tenho você onde quero...

Tenho que admitir que minha respiração meio que ficou presa na garganta quando ele disse isso.

Mas claro que ele não queria dizer que agora eu queria que ele quisesse dizer. Só quis dizer que agora poderia ler seu livro estúpido em voz alta, e eu não teria como escapar.

(Suzannah & Jesse – pag 150)

Juntando toda a coragem, virei a cabeça para Jesse e falei:

- Olha, não é o que você...

Mas minha voz ficou no ar, porque ao meu lado Jesse estava com aparência assassina. Quero dizer, de verdade, como se quisesse matar alguém.

Só que não dava para ver quem ele queria matar, por que acho que naquele ponto eu era uma candidata tão boa para o assassinato quanto Paul.

- Suzannah – disse Jesse numa voz que eu nunca o tinho ouvido usar antes. – O que é isto?

(..)

- Jesse. Olha. Eu ia te contar. Só esqueci...

- Contar o quê? – A pequena cicatriz no lado direito da testa de Jesse (...) estava muito branca, sinal claro que Jesse sentia muita, muita raiva. (...) – Paul Slater voltou a Carmel, e você não me contou?

- Ele não vai tentar exorcizar você de novo, Jesse – falei apressadamente – Ele sabe que nunca iria se dar bem, não enquanto eu estiver por perto...

- Isso não me importa – disse Jesse cheio de desprezo. – Foi você que ele deixou para morrer, lembra? E essa pessoa frequenta a sua escola agora? O que o padre Dominic tem a dizer sobre isso?

(...)

Mas Jesse não me deixou terminar. Tinha se levantado da cama e andava pelo quarto murmurando baixinho em espanhol. Eu não tinah idéia do que ele estava dizendo, mas não parecia nada agradável.

- Olha, Jesse. Foi exatamente por isso que eu não contei a você. Sabia que você ia perder a cabeça assim...

- Perder a cabeça? – Jesse me deu um olhar incrédulo – Suzannah, ele tentou matar você!

(...)

Se eu não soubesse, poderia achar que Jesse quase parecia... bem, com ciúmes. Mas como sabia muito bem (como ele tinha deixado bem claro) que não sentia por mim o mesmo que eu sentia por ele, simplesmente dei de ombros.

(Suzannah & Jesse – pag 158 à 160)

- Bem, para alguém que não sabe agir como um ser humano decente – disse ele, indo até as rosas e arrancando um dos botões gordos e escarlates – ele certamente está fazendi uma boa imitação de como um deles deve agir. Um que, por acaso, esteja apaixonado.

(...)

- Paul não está apaixonado por mim. – falei – Acredite. (...) e mesmo que estivesse, agora certamente não está...

- Ah, verdade. – Jesse balançou a cabeça na direção do cartão que eu estava segurando. – Acho que o modo como ele usou a palavra “amor” e não “atenciosamente”, “cordialmente” ou “com meus respeitos”, dá a entender o contrário, não é? E o que você quis diozer com: se estava, não está mais? (...) Suzannah, aconteceu... alguma coisa entre vocês dois? Alguma coisa que você não está me contando?

(...)

- Não. – falei para o lençol – Claro que não.

- Suzannah...

Quando levantei os olhos de novo, ele não estava mais parado perto das rosas. Em vez disso ele estava perto da minha cama. Tinha levantado uma de minhas mãos e estava me olhando com auqle seu olhar escuro, impenetrável.

- Suzannah – disse ele de novo (...) – escute. Eu não estou com raiva, não de você. Se houver alguma coisa... Qualquer coisa... que você queira me contar, você pode.

(...)

- Não. Eu já disse. Não aconteceu nada. Nada mesmo.

(...)

- Sabe, Jesse. - falei, não ousando encará-lo, mas mantendo o olhar nos dedos que seguravam os meus. – Se há alguma coisa que “você” queira me contar, você pode. Quero dizer, sinta-se a vontade.

Juro que ele ia dizer alguma coisa. “Juro”. (...) juro que quando nossos olhos se cruzaram alguma coisa passou entre nós. Não sei o quê, mas “alguma coisa”. Os lábios de Jesse se separaram, e ele estava para dizer sei lá o quê, quando a porta do meu quarto se abriu subitamente. Cee Cee, seguida por Adam, entrou, parecendo furiosa e carregando um monte de papelões.

(...)

Olhei incrédula para Cee Cee, Jesse tão pasmo quanto eu. Ele tinha largado minha mão como se ela pegasse fogo.

(...)

- Ah, por favor. – disse Cee Cee. – Por quê? Por que a gente poderia interromper você e seu precioso Jesse?

Ao ouvir isso Jesse levantou as sobrancelhas. Muito.

(...)

- Cale a boca, Cee Cee.

(Suzannah & Jesse – pag 162 á 165)

Arrisquei um olhar para Jesse, só para ver como estava reagindo a tudo isso. Mas ele não parecia estar prestando muitoatenção. Estava olhando as rosas de Paul.

Meu Deus, pensei. Quando eu voltar à escola, vou matar aquele cara.

(Suzannah – pag 166)

- Meu Deus. – falei sem muita graciosidade – O que o senhor acha que eu sou? Acha que eu vou implorar que ele fique, ou alguma coisa assim? Se ele que ir, por mim tudo bem. Mais do que bem. Eu estou “satisfeita” por ele estar indo. – Então minha voz se travou em outro soluço traidor. – Mas só quero que o senhor saiba que isso não é ‘justo”.

(Suzannah para o padre Dominic – pag 177)

Então por que eu não conseguia parar de chorar?

(...)

O que eu precisava, percebi, era de um namorado de verdade. Não somente de um cara que as pessoas, além de mim, pudessem ver, mas um cara de quem eu gostasse, que gostasse de mim também. Era disso que eu precisava. Era exatamente disso que eu precisava.

Porque quando Jesse descobrisse, talvez percebesse que erro colossal tinha acabado de cometer.

(Suzannah – pag 178)

- Ou talvez – falei – porque bem no fundo eu não quisesse ficar com um assassinato nas mãos. Você já pensou nisso, Paul? Porque Jesse já não gosta muito de você. Se eu contasse a ele o que você fez, ou pelo menos tentou fazer comigo, ele iria matá-lo.

(...)

- Sei – disse Paul com um riso – Você deve gostar de mim um pouquinho, caso contrário teria ido em frente e contado.

(Suzannah e Paul – pag 189)

- Bem... – os olhos escuros se cravaram nos meus. – Adeus, Suzannah.

Mas Jesse não se mexeu. Em vez disso fez uma coisa qe eu não esperava nem um pouco. Estendeu a mão e tocou no meu rosto.

- Suzannah, - disse ele. Seus olhos escuros (...) se cravaram nos meus. – Suzannah, eu...

Só que eu não soube o que Jesse ia dizer em seguida porque a porta do meu quarto se abriu de repente.

- Desculpe interromper. – disse Paul Salter.

(Suzannah & Jesse – pag 203)

Pegou e a segurou pela semana inteira, só para poder jogar na cara de Jesse, como estava fazendo agora.

E arruinar a minha vida. Porque Paul era isso. Não um mediador. Não um deslocador. Um arruinador.

Uma rápido olhar para Jesse me mostrou que aquelas palavras faladas em tom casual – “Você deixou no meu quarto no outro dia” – tinham acertado o alvo, sem dúvida. Jesse parecia ter levado um soco no estômago.

- Obrigada – falei, pegando o prendedor da sua mão – Mas eu perdi na escola, e não na sua casa.

- Tem certeza? – Paul sorriu para mim (...) – Eu podia jurar que você deixou na minha cama.

O punho veio de lugar nenhum.(...) Num minuto estava ali parada imaginando como explicaria isso a Jesse, e apróxima coisa que vi foi o punho de Jesse entrando na cara de Paul.

(...)

- Certo – falei entrando rapidamente entre os dois de novo – Certo, chega. Jesse, ele só está tentando pegar no seu pé. Não foi nada, certo? (...) Mas juro, foi só isso. Nada aconteceu.

- Nada aconteceu – disse Paul, com a voz cheia de diversão enauqnto ficava de pé (...) – Diga uma coisa, “Jesse”. Ela suspira quando você a beija, também?

(...)

Dessa vez o punho de Jesse mandou-o girando até o banco da janela.

(Suzannah & Jesse e Paul –pag 207 e 208)

(Obs1.: Esse Paul pediu para apanhar mesmo...)


- Deculpe – disse ele, com o olhar mais escuro e opaco do que nunca. – Por tudo.

- Entendo, acho. – Mas não entendia. – Quero dizer, você não pode evitar se... não sente o mesmo que eu sinto por você.

Não sei o que me fez dizer isso. (...)

Então você pode imaginar minha surpersa quando Jesse perguntou, numa voz que eu mal reconhecia como sua, de tão cheia de emoção represada.

- É isso que você acha? Que eu “queria” ir embora?

- Não queria? – Encarei-o, completamente pasma.

- Como eu poderia ficar? – perguntou Jesse – Depois do que aconteceu entre nós, Suzannah, como eu poderia ficar?

(...)

- O que aconteceu entre nós? O que você quer dizer?

- Aquele beijo. – ele soltou minha mão tão subitamente que eu cambaleei.

(...)

- Como eu poderia ficar? – perguntou Jesse. – O padre Dominic estava certo. Você precisa estar com alguém que sua família e seus amigos possam ”ver”. Precisa de alguém com que você possa envelhecer. Precisa de alguém “vivo”.

De repente tudo começou a fazer sentido(...) Não era porque ele não me amasse, de jeito nenhum.

- Jesse – falei bêbada de felicidade. – Eu não me importo com nada disso. Aquele beijo foi a melhor coisa que já me aconteceu.

Eu estava simplesmente declarando um fato. (...)

Mas acho que foi surpresa para ele, porque a próxima coisa que percebi foi que Jesse tinha me puxado para seus braços e estava me beijando de novo.

E foi como se o Mundo, que nas últimas semana tinha estado fora dos eixos, subitamente se ajeitasse. (...) Tudo estava perfeito porque ele me amava.

(...)

E dessa vez, quando ele me beijou, ninguém interrompeu.

(Suzannah & Jesse – pag 237 a 239)

(Obs2.: Putz, finalmente!!!)


Volto a dizer: leiam esta série!!!

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- Cronologia da série “A Mediadora”:

1. Terra das Sombras (Shadowland - Outubro de 2000)
2. O Arcano Nove (Ninth Key - Fevereiro de 2001)

3. Reunião (Reunion - Julho de 2001)

4. A Hora mais Sombria (Darkest Hour - Dezembro de 2001)

5. Assombrado (Haunted) - Fevereiro de 2003)

6. Crepúsculo (Twilight – 2005)

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Veja também post antigo: "A Mediadora" de Meg Cabot

Site da autora: Meg Cabot

2 comentários:

robertacunha.m@hotmail.com disse...

Perfeito esse livro *-*

Vick disse...

Ola Roberta!

A série toda é ótima, não é?

Bjs,
Vick

Na Prateleira

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